Roberto Macedo

 

  • Economista (UFMG e USP), concluiu o curso na USP em 1º lugar e recebeu os prêmios Gastão Vidigal e Shell Petróleo; mestrado e doutorado em Harvard (EUA), onde foi “teaching fellow” (assistente de professor titular). Eleito Economista do Ano-2012, pelos associados da Ordem dos Economistas do Brasil.
  • CFP® (Certified Financial Planner®) – Certificação do IBCPF (Inst. Bras. de Certificação de Planejadores Financeiros), entidade credenciada pelo International CFP®  Council, dos EUA.
  • Articulista de O Estado de S. Paulo (primeira e terceira quinta-feira do mês, na p.2, desde 1993). Ex-comentarista econômico da Record News e da Rede Vida de Televisão.
  • Consultor econômico e de ensino superior. Pesquisador da FIPE-USP. Conselheiro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), onde coordena o Conselho de Economia.
  • Membro do Conselho de Administração da Desenvolve-SP (Agência de Fomento do Estado de S. Paulo), e dos conselhos do INAE – Instituto Nacional de Altos Estudos (Rio) e do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial. Ex-membro do Conselho de Administração do Banco Nossa Caixa, condição em que participou da operação de venda do controle dessa instituição ao Banco do Brasil.
  • Sócio das empresas MGSP e Websetorial, de consultoria econômica.
  • Secretário Especial de Política Econômica do Ministério da Economia, na gestão do ministro Marcílio Marques Moreira (1991-92).
  • Presidente do IPEA (1991-92) e do Cons. de Administração da BNDES Participações S.A. (1992).
  • Membro da missão negociadora da dívida brasileira com o FMI e Clube de Paris (1991-92).
  • Presidente da ELETROS – Associação Nac. de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (1995-98). Consultor do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás de Petróleo (SINDIGÁS), de 1999 a 2002, e presidente da entidade (2001). Membro do Conselho de Política Econômica da CNI – Confederação Nacional da Indústria (1997-98).
  • Consultor do BID, da ONU e do Banco Mundial, em várias ocasiões.
  • Professor (1968-1990), Chefe do Departamento de Economia (1985-1986) e Diretor da FEA-USP (1986-90). Na USP, foi aprovado em 1º lugar nos três concursos da carreira docente (de professor assistente, adjunto e titular).  Diretor de Pesquisas da FIPE (1978-80).
  • Presidente da Ordem dos Economistas de São Paulo (1986-91). Membro do Conselho Editorial e editorialista da Folha de S. Paulo (1988-90). Membro do Conselho Consultivo do Grupo Pitágoras (2005-08).
  • Professor visitante das Universidades de Kobe (Japão) – (1988), Internacional da Flórida (EUA) – (1985) e Cambridge (Inglaterra) – (1980).
  • Funcionário do Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais (1959-63), em Belo Horizonte; , em São Paulo, do Banco do Brasil (1963-68) e economista do Banco Central (1968).
  • Autor de vários livros e publicações. Prepara atualmente um livro sobre planejamento financeiro pessoal.

Palestras

  • O QUE FAZER EM TEMPOS DE CRISE

Sobram más noticias econômicas. Inflamção em alta, PIB em baixa, contas externas deficitárias, dólar mais caro, um dificil ajuste fiscal do governo com sua base de “apoio” em rebeldia no Congresso, crises hídrica e energética, e por aí afora. Por is mesmo, esse noticiario agrava a crise, pois inibe decisões de consumir e investir que estimulariam a atividade econômica.

Há algumas notícias boas, mas poucas. No agronegócio, a queda dos preços em dólares de suas commodities vem sendo compensada pelo forte aumento da taxa cambial e pela maior produção. Isso favorece regiões onde o setor predomina, o Norte e o Centro-Oeste. Aí se prevê um aumento de seus PIBs em 2015, quando estimativas para a variação do PIB total são negativas.

O dólar mais caro estimulará a produção para uso interno e exportação. E o Brasil dispõe de elevadas reservas cambiais que afastam crises cambiais no horizonte que se pode contemplar. Elas eram tão frequentes como temidas, no passado. Traziam taxas cambiais maiores, em termos reais ou mesmo nominais, com sério impacto sobre a inflação e a dívida pública interna. Esta, em parte, indexada ao dólar, o que a ampliava e tornava mais frequente e dolorosa a necessidade de ajustes fiscais.

Contudo esses bons aspectos não mudam as cores do cenário como um todo. Nelas predominam tons de cinza que podem até escurecer ainda mais. Mas notícias ruins estão aí não para se conformar com elas, e, sim, para enfrentá-las.

Esse enfrentamento requer direção defensiva. Nela, quem dirige um carro, diante da perspectiva de uma colisão, não pode levar as mãos ao rosto e gritar em desespero. Cabe evitar o desastre, como ao desviar-se pelo acostamento da pista. Assim, só há uma alternativa, a de agir adequadamente.

Principal ente da economia, o governo federal precisa se ajustar não só pela situação caótica de suas contas, mas também pelo seu efeito sobre o ânimo dos agentes econômicos privados

E nas empresas, o que fazer? Convivi com executivos empresariais em duas associações, Eletros, de eletroeletrônicos domésticos, e Sindigás, de gás liquefeito de petróleo (GLP). Nas crises ou fora delas, aprendi muito, e continuo fazendo o mesmo na Associação Comercial de São Paulo e em eventos empresariais de que participo. Seguem algumas lições:

  1. Primeiro é preciso situar-se diante da crise sem se concentrar nas más notícias sobre a economia como um todo. Em que setor a empresa e seus clientes atuam? Nas atividades voltadas para necessidades básicas, como alimentos e remédios, a crise manifesta-se com menor ou mesmo sem relevante impacto. Incluo aí até os cosméticos, que atendem a um anseio essencial do ser humano. Ele quer posses, mas também quer ser alguém e aparecer no contexto social. Até para protestar cuida do rosto. E há setores que sofrem mais, como os de produtos efetivamente não essenciais, como eletroeletrônicos domésticos e máquinas em geral. Aliás, lembro-me de que as crises macroeconômicas eram um tema mais frequente e relevante na Eletros, enquanto no Sindigás pouco ou quase nada se falava delas. Uma geladeira nova é um projeto adiável. Botijões de GLP são indispensáveis.
  2. Também é preciso examinar o que se passa na região e na localidade de atuação da empresa. E as que ainda não atuam onde há melhor desempenho, como no Norte e no Centro-Oeste, devem procurar fazê-lo. E não apenas para produzir localmente – o que pode não ser o caso -, mas para atender uma clientela com rendimentos em expansão.
  3. Cabe também olhar para os lados, nas pistas onde corre a empresa, examinando a competitividade dos adversários e ampliando a própria, mediante redução de custos e outras formas de aumentar a eficiência produtiva. Nos custos cabe atenção especial às compras, pois envolvem aspectos quantitativos, qualitativos, de preços e também o risco de corrupção, como na Petrobrás. E corrupção há de todo tamanho.
  4. Na competição moderna, qualidade é obrigação. Compete-se mais via preços, exceto quando há uma inovação muito forte e muito rentável, em face do domínio da inovação nos seus estágios iniciais de penetração no mercado, muitas vezes prolongados com sucessivas inovações. São exemplos a Apple e a Microsoft.
  5. E finalmente, mas de fundamental importância, nas empresas o PIB deve ser visto como um mostrador do tamanho do mercado, que no Brasil é o sétimo ou oitavo do mundo, dependendo da taxa cambial. O foco deve ser no tamanho absoluto desse mercado. E recentemente esse tamanho ainda foi revisto pelo IBGE no período de 2001 a 2011, levando a um aumento de 2,1% dos números divulgados anteriormente.A partir de estimativa própria e atualizada do PIB de 2014 e levando em conta uma queda dele à taxa de 1% em 2015, cheguei à previsão de que esta reduziria o PIB em R$ 52.715.000.000. O que fazer? Ficar obcecado e deprimido por essa queda ou focar num mercado 99 vezes maior, de R$ 5.218.810.000.000, que permanece para explorar?É essa dimensão do mercado que explica o grande interesse do investimento direto estrangeiro pelo Brasil. Sua previsão de ingresso anual continua perto de US$ 60 bilhões neste ano e em 2016, segundo os últimos boletins Focus, do Banco Central. Ainda da Eletros, lembro-me também de que a LG e a Samsung chegaram aqui num período de crise, mas ambas se diziam competitivas e interessadas no grande mercado nacional. Hoje são muito fortes dentro dele.Em síntese, as empresas devem permanecer focadas nesse mercadão como conquista a realizar, expandir ou manter, e não no noticiário negativo sobre a variação do PIB; olhar para dentro de si mesmas para reduzir custos, aumentar a eficiência em geral e buscar inovações de produtos, de processos e de outros aspectos. E também para os lados, para saber o que fazem seus competidores e enfrentá-los com renovado empenho.
  •   ECONOMIA MUNDIAL

Breve retrospecto de sua conjuntura e perspectivas, tanto do seu conjunto como de países e regiões (América Latina, EUA, zona do Euro, China, Índia, Rússia e Japão). A empresa interessada poderá indicar os países e regiões de seu maior interesse.

  •  MACROECONOMIA BRASILEIRA

Desempenho recente e cenários para ano atual e o próximo. Apresentação dos  principais indicadores (PIB, inflação, juros, crédito, câmbio, emprego, contas externas e do setor público); análise setorial agregada (indústria, comércio e agricultura) e tendências regionais (N, NE, S, SE e CO); identificação de riscos macroeconômicos  ligados à evolução do PIB, da inflação, do câmbio e dos juros.

  •  TEMAS QUE PODEM SER ADICIONADOS PELA EMPRESA OU ENTIDADE INTERESSADA

Desempenho específico do ramo de atividade em que a empresa ou entidade de classe está inserida e do(s) ramo(s) de seu(s) principal(is) clientes nacionais; se a empresa for exportadora, dos principais países onde estão seus clientes.

Análise baseada nas estatísticas mensais do IBGE produção, e de comércio exterior da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do governo federal, entre outras fontes.  Neste caso, a empresa deverá indicar previamente à contratação o seu setor e ramo de atividade, bem os de clientes, inclusive dos seus países, se exportadora, para o exame da viabilidade de apresentar as respectivas informações.

Por exemplo, para uma palestra para entidade do ramo couros e peles do setor industrial foram apresentadas informações sobre esse ramo, sobre a indústria nacional de calçados, de móveis e automobilística, e sobre os países onde estão seus principais importadores (China, EUA, Itália e outros).

A empresa também poderá fornecer informações sobre seu ramo de atividade, como as eventualmente disponíveis nas suas entidades de classe, para análise de sua interrelação com o desempenho da economia como um todo.

  • INVESTIMENTOS PESSOAIS E EXPECTATIVA DE VIDA

Em palestras destinada a públicos de interesses mais amplos, como funcionários de uma empresa e representantes de seus clientes, este tópico atrai interesse. Trata de investimentos pessoais (em educação, saúde, equipamentos que aumentam a produtividade pessoal, imóveis, caderneta de poupança, fundos de renda fixa, Tesouro Direto, CDBs, LCAs, LCIs etc.), apontando os de maior interesse financeiro na ocasião da palestra. Também atraem interesse os dados anuais do IBGE sobre a expectativa de vida na idade em que cada pessoa se encontra. Essa expectativa vem aumentando, o que leva à necessidade de refletir sobre os recursos necessários para a também ampliada fase pós-aposentadoria. A abordagem desse tópico pode ser feita rapidamente, com um mínimo de 10 minutos.

  •  EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA A PROSPERIDADE PESSOAL E FAMILIAR

Temas abordados:

  1.  Poupança investida é a base da prosperidade. Para perceber isto, basta olhar a paisagem de uma cidade como São Paulo, andar por suas ruas e estradas estaduais, contemplando edifícios, casas, fábricas, fazendas, portos e aeroportos. E visitar países mais prósperos, comparando o que se vê lá com o Brasil.
  2.  Para prosperar pessoal e familiarmente é preciso, primeiro, administrar a própria cabeça, pois fatores psicológicos afetam as decisões de poupar, consumir e investir. Nosso sistema decisório é ao mesmo tempo instintivo e racional; assim, o ser humano tem racionalidade limitada e é preciso resistir ao instinto consumista, em parte ligado à nossa herança animal, e também estimulado por modismos e alta dosagem de propaganda, inclusive na forma de  “neuromarketing”, que explora fragilidades do sistema decisório.
  3.  Será apresentada uma fórmula para o efetivo compromisso com a poupança. Só tomar uma atitude nessa direção não basta. Em Minas há até uma cachaça chamada Atitude. Sucesso exige ações concretas e o cultivo do hábito de poupar para a poupança crescer. Como na agricultura, é preciso praticar a “poupancicultura”.
  4.  As dívidas virtuosas e as dívidas pecaminosas.
  5.  Investimentos: capital humano (educação e saúde), capital fixo (equipamentos que aumentam produtividade pessoal, imóveis etc.) e capital financeiro (caderneta de poupança, fundos, ações, CDBs etc.).
  6.  Os vários investimentos financeiros conforme sua liquidez, rendimento e risco. Quais os mais indicados na ocasião da palestra.
  7.  Serão mostrados dados do IBGE indicando que as pessoas estão vivendo cada vez mais. É preciso preparar-se para a longevidade e não apenas para a aposentadoria. Viver mais é bom, mas tem seus riscos, como o de se estender além dos recursos disponíveis, e o da perda da capacidade de viver independentemente, exigindo cuidados pessoais. É preciso refletir sobre eles, atuar preventivamente e buscar proteção para a eventual materialização desses riscos.

O palestrante prepara atualmente um livro sobre o assunto e é também CFP® (Certified Financial Planner ou Planejador Financeiro Certificado), credencial renovável a cada dois anos e conferida no Brasil pelo IBCPF (Instituto Brasileiro de Capacitação de Profissionais Financeiros), filiado à FPA (Financial Planning Association), entidade internacional sediada nos EUA.

Principais Temas

  • Globalização
  • Empregabilidade
  • Economia
  • Dinheiro
  • Planejamento Financeiro
  • Cenarios
  • Excelência em Lidar com o Dinheiro
  • Finanças
  • Inteligência Financeira
  • Análise de Mercado
  • Aposentadoria
TOP