Bruno Faro

É Chef de cozinha e sommelier de formação pelo Senac de Águas de São Pedro e pós graduado no IBMEC Rio de Janeiro no CBA em Gestão de Negócios. Trabalha na área da Gastronomia desde os 15 anos e chefiando equipes desde os 19. É professor universitário desde 2009 em diversos temas de gastronomia, criatividade, processo criativo e liderança aplicando metodologias criadas a partir do Design Thinking, física quântica, gastronomia, budismo, artes no geral e outros temas de estudo. Trabalhou em alguns dos melhores restaurantes do mundo e comandou cozinhas em diversas cidades brasileiras dando-lhe experiência em liderança e desenvolvimento de equipes de alta performance. É consultor na área e ministra palestras e cursos sobre diferentes temas relacionados à Criatividade. Meditador experiente desmitifica o processo de autoconhecimento, evolução pessoal e vivência criativa em sociedade.

A CRIATIVIDADE NA GASTRONOMIA

Ser criativo é fundamental no mercado gastronômico e hoje dentro de qualquer empresa. Sempre estudou os mais diferentes métodos de ampliar a própria criatividade e trabalhou com grandes nomes mundiais.  Após perceber que um número alarmante de seus alunos não se consideravam criativos, traçou como meta de vida auxiliar todos a ampliarem seu potencial.

Palestras

 

  • PALESTRA: Cariativiade é liberdade!

Principais temas abordados na palestra:

  •  Os mitos sobre criatividade;
  • Como funciona a mente de uma pessoa criativa;
  • Como ser um líder mais criativo e extrair mais criatividade da equipe;
  • Como eliminar o medo de errar e ser original;
  • Metodologia gastronômica para todos;
  • Princípios de física para desbloqueio mental e aumento de atitude;
  • Auto conhecimento;
  • A criatividade e a simplicidade;
  • O domínio do ego e o desbloqueio mental;
  • O poder do observador;
  • Vacuidade para todos;
  • Pensando fora da caixa. Que caixa?

 

O primeiro passo é demonstrar que grande parte da população não acredita ser criativa pois se baseia em mitos relacionados ao tema. A quebra destes mitos é o ponto de partida para a palestra.

Define-se o que vem a ser o ato criativo e o que difere de inovação gerando a base necessária para compreender o método dos “5 passos para ser mais criativo”.        

 1º Passo

As 4 nobres verdades da criatividade.

Este passo inclui os principais mitos do assunto de forma não a extrair o brilho do tema, mas sim aproximar os ouvintes da própria capacidade criativa.

1ª nobre verdade: todos somos criativos. Através do conhecimento em biologia humana e neurociência, demonstra-se que todos temos as ferramentas físicas para expandir a mente criativa. Como fazemos para potencializar nossas conexões neurais a fim de deixar nossa criatividade mais fluída?

2ª nobre verdade: nada é original. Compreender  que originalidade depende do quão bem nossas fontes de inspiração são difíceis de rastrear. Ao buscar o máximo de referências, nosso trabalho se torna naturalmente mais criativo. Como “roubar” ideias, mesclá-las e adicionar o toque pessoal e criar algo verdadeiramente original?

3ª nobre verdade: nada vem do nada. Elimina-se o mito do gênio isolado que não interage em sociedade e cujas ideias brotam independentes em sua mente. Criatividade é interação e referenciação. O que fazer quando é necessário ter ideias e elas não vem?

4ª nobre verdade: o presente está ligado ao passado: através do posicionamento de Pablo Picasso sobre arte, exemplifica-se a importância de copiar mentores e ídolos até ser original de fato. Como buscar referencias direcionadas no passado e como escolher o que vale a pena utilizar?

       

2º Passo

Elimine o medo de errar!

Família, escola, universidades e empresas muitas vezes abominam o erro.

A experiência surge a partir de como lidamos com nossos erros. Entender que o fundamental é aprender a corrigir.

Gastronomia é uma área cuja margem de erro é ínfima, mas ao mesmo tempo ensina que o importante é aceitar o erro como um professor e que somente é especialista aquele que já errou tudo que podia em uma área bem específica.

Com uso de dinâmica, os participantes conseguem identificar os próprios medos e descobrem como eliminá-los.

       

3º Passo

Conheça si mesmo para fazer o que gosta!

A meditação, mesmo que 5 minutos ao dia, nos gera maior entendimento de tudo que acontece em nossa mente. Com passo a passo simples é possível iniciar este processo tão revelador.

Ao internalizar-se, torna-se mais simples entender o que de fato acrescenta e o que não é importante para nós. Aprender a dizer não é fundamental.

Através de uma dinâmica, os participantes são inseridos em um cenário de cooperação e em outro que cada ideia que surge é bloqueada instantaneamente. Esse exercício demonstra o quão importante é ouvir e ponderar ideias alheias além de auxiliar na execução das mesmas. Abraçar as novas ideias gera motivação de ambos os lados. Como iniciar um processo de auto conhecimento mais profundo e eficaz?

       

4º Passo

Criatividade é subtração.

Para qualquer projeto, iniciamos absorvendo o maior números de ideias para depois selecionar as que devem ser testadas. Neste passo debate-se metodologia da arte, música, marketing e gastronomia.

Debate-se a importância da limitação criativa, que é quando diminuímos a possibilidade de fontes de pesquisa através de um tema para criar. Com o case: um menu de verão; deixa-se claro que se temos todas as possibilidades em nossas mãos, torna-se dificílimo iniciar o processo criativo.

Como iniciamos o processo criativo? Quais são sua fases? Por que é tão importante saber o momento de desligar-se do problema? Como um chef de cozinha ao desenvolver um prato através de inúmeros testes chega a um prato memorável?

 

5º Passo

O domínio do ego e o desbloqueio mental.

O 5º passo é o mais profundo, pois faz com que os participantes internalizem ainda mais quebrando seus bloqueios e preconceitos a fim de expandir a mente de forma ilimitada alcançando a criatividade totalmente  livre e eficaz.

Neste ponto, através das teorias e equações de Erwin Schrodinger, aprende-se a importância de libertarmos das amarras pré-estabelecidas e impulsionar nossas ideias. Este físico não imaginava que ao chegar a conclusão que o universo é mais incerto do que certeiro, abriria as portas da mente para abraçar todas as possibilidades gerando maior humildade e conexão entre as pessoas.

A compreensão total de que não existem verdades absolutas, mas somente pontos de vista é o princípio do conceito budista da vacuidade. Através de reflexão pode-se perceber que até mesmo nosso ego é criado pela nossa mente. Ele, quando muito inflado bloqueia nosso acesso à criatividade, prejudica nossa comunicação e nos bloqueia às novidades.

Exercitando a mente podemos domar nosso ego a nosso favor e atingir um nível superior de humildade, conseguindo nos colocar mais no lugar dos outros, enxergar novos pontos de vista, aceitar novas possibilidades e assim sair por completo de dentro da “caixa” vivenciando uma liberdade criativa pura e intensa.

Essa visão vai ao revés da supervalorização do ego que desloca o ser humano da sociedade e a longo prazo prejudica seus relacionamentos. Há um limite tênue entre ser bem resolvido e confiante e passar por cima dos outros para atingir suas metas.

Quando a mente compreende a vacuidade ela se esvazia de certo e errado, bom e mau. Ela é livre e interage com todas as possibilidades expandindo-se infinitamente.

Principais Temas

 

 

  • Criatividade
  • Pensar Fora da Caixa
  • Gastronomia
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